Exaltação da Santa Cruz

Amadas irmãs e amados irmãos, saudações de Paz e Bem!

Dia 14 de setembro é celebrada a exaltação da Santa Cruz. Tal prática, muito mais difundida no oriente que no ocidente, teve seu início com a inauguração da Basílica da Ressurreição, atual Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém, no século IV, mais precisamente em 335. Sua construção ocorreu a mando do Imperador Constantino, sendo consagrada em setembro do referido ano, ao receber as relíquias da Santa Cruz, descoberta, cinco anos antes, por inspiração divina, pela mãe do imperador – Santa Helena. No ocidente, tal comemoração foi oficializada apenas sete séculos depois, permanecendo, até os dias de hoje, menos popular que no oriente.

Muitos questionam a cruz ser o símbolo maior do cristianismo, alegando que se cultua, dessa forma, mais a morte de Jesus, do que sua vida, seus ensinamentos e seus exemplos, exaltando-se, assim, um deus morto.

Eis um grande equívoco!

Não se exalta um deus morto, não se reverencia o instrumento de humilhação e morte, muito menos se enaltece a finitude da existência do Salvador.

A cruz é um símbolo de vitória, de superação, de transformação e, acima de tudo, de salvação. Não é sem razão que, no oriente, pelas Igrejas Ortodoxas, a imagem da cruz não vem acompanhada do Crucificado, exatamente para destacar a importância do símbolo gerador da ressurreição e libertação da humanidade e não da vergonha e morte do Senhor. Até porque Ele não mais morto está, pois vivo se encontra em nosso meio.

Lembremo-nos do Evangelho Joanino que, ao longo de sua narrativa, destaca a cruz como um momento de triunfo sobre a morte e vitória sobre a pequenez mundana.

Não há ressurreição sem morte, renovação sem a eliminação do velho, assim como não há transformação da humanidade, em direção de sua essência divina, sem que sejam superadas suas limitações humanas. Assim, a exaltação da Santa Cruz não é uma prática que traz à lembrança cotidiana da morte de Jesus, de seu sofrimento e humilhação, mas sim, destaca o infinito amor divino que nos agraciou, apesar de nossas limitações humanas, com a possibilidade da salvação.

O homem Jesus, como os escravos da época, de forma vergonhosa perante os homens, padeceu e foi crucificado. Porém, despojado de sua natureza humana, vitoriosamente morreu e divinamente ressuscitou, dando-nos a trilha da salvação. Não que tenhamos de nos mortificar ou morrer fisicamente de forma agonizante, mas indicou que o caminho para a verdadeira vida é a superação, a libertação de nossa natureza humana, é o rompimento da corrente que nos aprisiona às satisfações deste mundo que nos encantam, realidade esta ludibriadora, temporal e ilusório.

Imaginemos a cruz como instrumento de transformação, como representação de nossa mudança, como caminho que, morrendo para as coisas do mundo, poderemos alcançar a vida eterna, ou seja, a verdadeira vida. Dessa forma, a verdadeira exaltação da Santa Cruz sustenta-se na nossa ligação com o Divino e na possibilidade que nos é dada, a cada momento, de morrermos humanamente com Jesus e ressuscitarmos divinamente com o Cristo.

Carreguemos a nossa cruz, vivamos nossa via crúcis em direção ao calvário de nossa humana pequenez, para que, crucificados e mortos para as ilusões deste mundo, possamos ressuscitar com Cristo e atingir a plenitude da vida, a verdadeira vida.

Assim nos exortou São Paulo, em carta para os romanos: “Se morremos com Cristo, cremos também que viveremos com Ele” (Rm 6,8)

Que a paz do Senhor inunde a vida de cada uma e cada um de vocês.

Um fraterno abraço,

Frei João Milton, OSF

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Santoral de Franciscano: 24 de julho – Bem-Aventurada Luísa de Savoia (1462 – 1503)

bem aventurada Luísa de Savóia

Viúva, religiosa da Segunda Ordem (1462-1503). Aprovou seu culto Gregório XVI no dia 12 de agosto de 1839.

“Em 24 de julho, em Orbe, na Savoia, a beata Luísa, viúva, da ordem segunda de S. Francisco (clarissa). Se ilustre era pela nobreza de linhagem, mais ilustre se tornou pela santidade de vida. Seu culto foi confirmado pelo sumo pontífice Gregório XVI (do martirológio franciscano). Efetivamente Ludovica (ou Luísa, em português) nasceu em 28-12-1462, filha do duque Amadeu IX de Sabóia e Iolanda de França. Em 1479 casou-se com Hugo de Châlon-Arlay, senhor de Château-Guyon.

Toda a sua vida, desde a juventude, na corte e depois como esposa, foi sempre marcada por uma grande austeridade e uma profunda piedade. Mas em 1490, com 11anos de casada, ficou viúva. Passados dois anos, retirou-se para o mosteiro das clarrissas de Orbe (Vaud) doando à Igreja do mosteiro todos os seus bens. No claustro atingiu rapidamente o vértice das virtudes cristãs, decorrendo a sua vida na prática do exercício da oração, do silêncio e da pobreza mais austera, conforme a regra de Santa Clara. A irmã morte a alcançou no dia 24 de julho de 1503 nesse mosteiro.

Recordamos esta beata porque a sua família veio a reinar no Piemonte e Sardenha e foi exatamente com a sua família que se deu a unificação da Itália em 1870. Aliás a família da casa de Savoia sempre foi muito dedicada à Igreja, e entre as mulheres sempre houve grandes santas, algumas a caminho dos altares.

O famoso sudário de Turim também pertenceu à casa de Savoia que governou a Itália até o final da segunda guerra mundial, quando foi proclamada a república. O último rei da Itália, ao morrer, deixou o sudário de Turim para a Santa Sé.

Fonte: “Santos franciscanos para cada dia”, Edizioni Porziuncola

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O que a Bíblia tem de bom a oferecer?

Algumas reflexões sobre a Sagrada Escritura para valorizar cada vez mais este tesouro que temos em mãos.

bíblia

 

O que a Bíblia aborda?

Se fosse preciso definir em uma frase, caberia dizer que a Bíblia trata da história da relação entre Deus e o ser humano, do início até o fim dos tempos.

Como conhecemos esta história? Porque Deus a revelou a nós.

Considere isso: se você quisesse conhecer um ser inferior a você – imaginemos um inseto, por exemplo –, você poderia olhar para ele, examiná-lo, dissecá-lo, e assim saber como ele é; se você desejasse conhecer alguém semelhante a você, poderia também descobrir muitas coisas somente olhando, já que, em muitos aspectos, ele se parece a você – mas seria de grande ajuda se ele lhe contasse algo sobre si.

Agora, se você quisesse conhecer um ser muito superior a você, isso seria completamente impossível, se ele não o permitisse.

Você não poderia averiguar nada por contra própria: Ele teria de revelar as coisas a você. E foi exatamente isso que aconteceu com Deus.

Ele tomou a iniciativa de nos revelar coisas que jamais teríamos podido conhecer de outra maneira, e essa revelação é a que está contida na Bíblia.

O que a Bíblia nos revela?

Ela nos revela, com verdade e sem erro, que Deus é o Criador de tudo que existe; que Ele criou o ser humano por amor e para o amor, e quando este escolheu se afastar desta vocação à qual havia sido chamado, Deus não o abandonou, mas lhe enviou seu Filho para salvá-lo do pecado e da morte.

A Bíblia conta a história da salvação da humanidade, uma história que abrange todos nós e, por isso, vale a pena conhecê-la.

De que maneira a Bíblia está estruturada?

A palavra “Bíblia” significa biblioteca.

Quando abrimos uma Bíblia pela primeira vez, percebemos que o que parece ser um só volume, na verdade é um conjunto de 73 livros! E eles estão agrupados em duas grandes partes: 46 livros no Antigo Testamento, e 27 no Novo Testamento.

Cabe esclarecer que o termo “testamento” não se refere ao legado que alguém deixa a outra pessoa; neste contexto, a palavra significa “aliança”.

O Antigo Testamento mostra como Deus, Criador do mundo e do homem, estabeleceu com este uma aliança de amor; e quando o homem rompeu esta aliança, Deus não só a renovou, mas também prometeu enviar alguém para consolidar com o homem uma aliança eterna.

O Novo Testamento narra como Deus cumpre esta promessa em Jesus, seu Filho amado, Deus feito Homem.

Os livros desta “biblioteca” foram escritos em um período aproximado de mil anos, razão pela qual abrangem não só autores muito diferentes, mas também diversos gêneros literários.

Assim, temos crônicas, relatos épicos, censos, ensinamentos e conselhos, poemas, relatos míticos, profecias, cartas e alguns textos com um gênero próprio, que não se encontra em nenhum outro lugar: os Evangelhos.

Como você pode ver, há um pouco de tudo e para todos os gostos.

Assim, se até agora você achava que a Bíblia só continha histórias chatas que pertencem a um passado que não tem nada a ver com você, deixe esta ideia de lado, porque ela é falsa!

Adentrar na Bíblia é iniciar uma viagem maravilhosa, em um mundo fascinante, que sempre terá algo novo e interessante para lhe oferecer.

Em suas páginas, você sempre encontrará o que precisa ouvir.

O fato de ser formada por tantos livros, de diversos gêneros literários, diferentes autores, enfoques, intenções e formas de comunicá-las, garante que sua leitura jamais seja entediante.

Nunca deixe de encontrar algo que fale direto ao seu coração!

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A Ordem dos Franciscanos Anglicanos é uma Associação Pública de Fiéis da Igreja Anglicana Tradicional do Brasil. A Fundação foi na cidade de Florianópolis (SC) tendo como modelo Ordens existentes nos Estados Unidos e Austrália com o desejo de viver a Espiritualidade Franciscana. Os Irmãos e Irmãs priorizam a vida fraterna, oração comunitária, e estão disponíveis para qualquer forma de apostolado que favoreça o Povo de Deus, sobre tudo através das missões populares.

A Ordem, aceita homens solteiros e celibatários, casais homem e mulher que professam a fé Anglicana e que queiram viver essa caminhada que é cheio de descobrimentos. Oferecemos dois tipos de vida em nossa Ordem, a primeira você estuda em sua casa e faz alguns encontros anuais, até se tornar parte da Ordem, e continua no seu trabalho contidiando porém mantendo laços afetivos e constitucionais com a Ordem. O segundo modo é viver juntos no mesmo convento, estudando e buscando uma formação adequada.

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